SAMU de Duas Rodas vão parar em Petrópolis por Falta de Pagamento
A saúde pública em Petrópolis sofre mais um duro golpe em sua agilidade. O serviço de atendimento emergencial por motocicletas do SAMU, as vitais "motolâncias", foi interrompido nesta semana.
As informações de bastidores apontam para um motivo já recorrente na administração municipal: a falha no repasse de pagamentos. Com os profissionais e a manutenção dos veículos sem recursos, as motos que cortavam o trânsito pesado do Centro e chegavam antes das ambulâncias agora estão estacionadas, deixando o socorro "travado" nos gargalos da cidade.
As motolâncias são a diferença entre a vida e a morte em casos de parada cardiorrespiratória ou traumas graves, onde cada minuto conta. Em Petrópolis, com suas ruas estreitas e retenções constantes, esses veículos conseguiam reduzir o tempo de resposta em até 60% em comparação às Unidades de Suporte Avançado (USA). Sem elas, o sistema de urgência volta a depender exclusivamente das ambulâncias grandes, que muitas vezes ficam presas nos alagamentos, nos buracos com poltronas ou no trânsito caótico dos distritos.
A interrupção do serviço gera um efeito dominó perigoso. O tempo de espera por um atendimento de emergência deve aumentar consideravelmente, sobrecarregando ainda mais as equipes das UPAs de Cascatinha, Itaipava e Centro. Enquanto a prefeitura decreta feriados e ignora a manutenção básica da cidade, o desmonte silencioso de serviços essenciais como o SAMU mostra que a crise financeira do município já ultrapassou os bueiros entupidos e chegou ao coração do sistema de salvamento.


