Transporte público ainda é problema.
Moradores dos Distritos se mobilizam contra irregularidades no transporte público: “Ônibus velhos, atrasos e linhas cortadas”
O transporte público em Petrópolis continua sendo um dos principais motivos de queixa da população — especialmente nos Distritos, onde os problemas são ainda mais acentuados. Além de descumprir a legislação que obriga a exibição da data de fabricação e validade dos ônibus, as empresas que operam o serviço seguem deixando os usuários sem respostas e sem dignidade no deslocamento diário.
Moradores de comunidades como Santa Mônica, Vargem dos Marmelos e Gentio, em Itaipava, se organizam para uma possível paralisação das linhas 703 e 723, que, segundo os próprios usuários, estão com horários suprimidos, constantes atrasos e veículos em condições precárias.
“Os ônibus estão cada vez mais velhos, sem qualquer informação visível sobre data de validade, como manda a lei. Alguns sequer têm ventilação ou manutenção decente. E ainda cortam horários, nos deixam esperando por mais de uma hora nos pontos, em pleno sol ou chuva”, relata uma moradora da linha 703.
A insatisfação tem crescido nas redes sociais e nos grupos de bairro, onde usuários compartilham vídeos e relatos dos transtornos enfrentados diariamente, incluindo superlotação, falhas mecânicas frequentes e falta de comunicação da empresa sobre mudanças nas rotas.
Moradores já planejam acionar o Ministério Público e esperam que a CPTrans e a Prefeitura de Petrópolis se posicionem com mais firmeza diante da crise no transporte coletivo, especialmente nas áreas mais afastadas do Centro. A reivindicação é por fiscalização rigorosa, renovação da frota, cumprimento dos horários e mais respeito com quem depende do transporte público para trabalhar, estudar e viver.
“Não é só um problema de mobilidade, é uma questão de dignidade”, diz um dos organizadores da mobilização.
