Solenidade no Salão Nobre da Câmara Municipal de Petrópolis, marcou a filiação do ex-prefeito Rubens Bomtempo ao PT.
Em uma movimentação que ignora o histórico recente das urnas em Petrópolis, o Salão Nobre da Câmara Municipal foi palco de um ato que gerou críticas imediatas: a filiação do ex-prefeito Rubens Bomtempo ao Partido dos Trabalhadores (PT).
O evento, realizado em um espaço público de alta representatividade, soou para muitos como uma desconexão profunda com a realidade do eleitorado petropolitano, que tem demonstrado, eleição após eleição, uma preferência consolidada por candidatos e pautas de direita. Ao abraçar uma legenda de forte rejeição local, o ex-gestor parece apostar em uma estratégia de sobrevivência política ligada a Brasília, ignorando o perfil majoritariamente conservador da população.
A escolha do Salão Nobre da Câmara para uma solenidade meramente partidária também não passou despercebida, sendo vista como um uso questionável do patrimônio público para fins de articulação de esquerda. Em uma cidade que sofre com problemas críticos no saneamento, saúde e transporte, a prioridade dada a um evento ideológico sob as bandeiras petistas reforça a imagem de uma política de bastidores desconectada das prioridades do cidadão comum. Para muitos críticos, o ato foi uma demonstração de isolamento, onde o ex-prefeito busca abrigo em uma sigla que enfrenta grandes barreiras de aceitação na Cidade Imperial.
A migração para o PT é lida por analistas como um movimento de alto risco. Ao abandonar o perfil de centro-esquerda para mergulhar no núcleo duro do petismo, o ex-prefeito pode ver sua taxa de rejeição disparar entre os eleitores que repudiam as diretrizes da nova legenda. Enquanto a maioria de Petrópolis se inclina à direita, essa "guinada" no coração do Legislativo municipal deixa um recado amargo: a estratégia partidária parece atropelar o sentimento de renovação e os valores manifestados pela sociedade petropolitana nas últimas votações.


