Socorro do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a investidores do Banco Master vai custar caro s todos os clientes de bancos.
O presidente do FGC, Daniel Lima, afirmou, em entrevista, que não há urgência para a recomposição do valor utilizado nas garantias ao Master. O FGC dispõe de R$ 122 bilhões em caixa. As estimativas são de que o montante a ser restituído a 1,6 milhão de pessoas é de cerca de R$ 41 bilhões.
Várias instituições vendiam papéis com taxas, e comissões bem acima do "normal" informando aos investidores que não havia risco porque 'O FGC cobre até 250 mil se tiver problemas com o Master". Em relação à recomposição do FGC, os bancos contribuintes precisarão alocar recursos para recuperar o montante de liquidez do fundo. Esses custos acabam sendo repassados de forma diluída aos clientes. “No limite, todo recurso acaba, de alguma maneira, sendo repassado para o cliente, ainda que de forma diluída”, afirmou Jorge Ferreira do Santos, economista e professor do curso de Administração da ESPM. Por outro lado, o ex-presidente do FGC, Jairo Saddi, afirma que os gastos do FGC com a liquidação do Master serão pagos por uns e não por outros, já que há fintechs e instituições que se beneficiam da estabilidade oferecida pelo fundo sem contribuir de fato.


