Recorde de Faturamento na BR-040: Com Cofres Cheios, Elovias Não Tem Mais Desculpas para Adiar Obras
Os números do Carnaval confirmam a pujança financeira da nova gestão da BR-040: nada menos que 324 mil veículos cruzaram as três praças de pedágio do trecho sob concessão.
Com o fluxo intenso e a tarifa reajustada, o faturamento atingiu níveis recordes, consolidando a rodovia como a detentora do título amargo de tarifa mais cara do país por quilômetro rodado. Agora, com o caixa robusto e o volume de tráfego comprovado, a pergunta que o petropolitano faz é direta: cadê o investimento em segurança que justificaria tamanha cobrança?
A arrecadação milionária deste feriadão remove qualquer justificativa de "falta de fôlego financeiro" para a Elovias. O motorista, que desembolsa valores exorbitantes a cada passagem, exige que esse montante seja imediatamente revertido em obras estruturais urgentes. A lista de prioridades é conhecida: a instalação de rampas de escape na descida da serra, a correção definitiva de áreas com risco de queda de barreira e a modernização da sinalização nos trechos de neblina constante. O lucro recorde deve, obrigatoriamente, significar segurança recorde.
O contraste entre o faturamento inflado e a precariedade de certos trechos da subida e descida da serra é gritante. Enquanto os balanços financeiros da concessionária brilham, o asfalto e a proteção dos usuários ainda deixam a desejar, como provado pelos recentes acidentes e interdições. A sociedade civil e os órgãos de fiscalização, como a ANTT, precisam monitorar de perto se esse "rio de dinheiro" que corre para as praças de pedágio será transformado em canteiros de obras ou se servirá apenas para engordar os dividendos da empresa, enquanto o usuário segue pagando caro para correr riscos.


