Postos de Petrópolis praticam preços iguais e vendem combustível mais caro
A disparidade nos preços dos combustíveis em Petrópolis voltou a ser o centro das indignadas reclamações de motoristas e consumidores locais. Um levantamento recente confirmou o que a população já sentia no bolso: os postos da Cidade Imperial praticam preços praticamente idênticos, evidenciando uma falta de concorrência que penaliza o cidadão.
O que mais chama a atenção é o contrassenso logístico: Petrópolis vende combustível mais caro do que cidades situadas a distâncias muito maiores da refinaria (REDUC), quebrando qualquer justificativa baseada em custos de transporte.
A percepção de que os estabelecimentos operam sob um sistema de cartel ganha força com números alarmantes. De acordo com pesquisas de mercado, o petropolitano chega a pagar, em média, R$ 1,00 a mais por litro em comparação com municípios vizinhos. Esse sobrepreço gera um efeito cascata no custo de vida da cidade, elevando os gastos com fretes, transporte por aplicativo e pesando no orçamento das famílias, sem que haja uma explicação técnica aceitável para tamanha diferença de valor em um raio tão curto de quilometragem.
Diante da uniformidade de preços e da ausência de promoções reais, a população e entidades de classe cobram uma fiscalização mais rigorosa por parte dos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon e o Ministério Público. O objetivo é investigar a fundo se existe uma combinação de preços que impede a livre concorrência e fere os direitos do cidadão. Enquanto as autoridades não agem para desarticular essa hegemonia de valores altos, resta ao morador de Petrópolis o prejuízo diário e a sensação de impotência ao abastecer em uma das cidades com o combustível mais caro do estado.


