A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito oficial nesta quinta-feira (05/03/2026) para apurar as circunstâncias em que Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário" de Vorcaro, atentou contra a própria vida.

O episódio ocorreu enquanto o investigado estava sob custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais, após ter sido detido na véspera durante a Operação Compliance Zero.

O diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, agiu rapidamente para assegurar a transparência do processo. Segundo ele, as instalações de custódia contam com um sistema de monitoramento rigoroso, garantindo que "toda a ação e o atendimento imediato prestado pelos policiais foram filmados sem qualquer ponto cego". Essas imagens serão peças-chave para dirimir dúvidas sobre a conduta dos agentes e a dinâmica do ocorrido dentro da cela. Devido à gravidade e à conexão do preso com o Caso Master, a Polícia Federal adotou protocolos de comunicação imediata com as instâncias superiores:

STF Informado: O gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal, já foi formalmente notificado.

Provas em Vídeo: Todos os registros audiovisuais da Superintendência serão entregues ao STF para comprovar que não houve negligência ou interferência externa no ato.

Investigação Paralela: Além do inquérito criminal, a Corregedoria deve avaliar os procedimentos internos de vigilância de presos considerados de "alta periculosidade" ou sob forte pressão psicológica.

A Operação Compliance Zero, que mira esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro, ganha agora um contorno ainda mais dramático com este incidente. A defesa do investigado ainda não se pronunciou oficialmente sobre seu estado de saúde ou sobre as condições da prisão.

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