O ano de 2025 chega ao seu capítulo final, mas o sentimento nas ruas de Petrópolis é de incerteza. Diversos episódios graves que abalaram a rotina da Cidade Imperial e ocuparam as manchetes locais continuam sem um desfecho claro, deixando o cidadão em um vácuo de informações sobre a gestão pública e a segurança coletiva.

No campo da segurança e do patrimônio, dois mistérios ainda pairam sobre o município: a investigação sobre o incêndio dos ônibus — que a população ainda não sabe se foi um ato criminoso ou falha técnica

O estranho roubo ocorrido na Secretaria de Obras, dentro do Hipershopping, cujos itens levados pelos bandidos permanecem sob sigilo.

Além disso, no acesso à cidade, o questionamento recai sobre a Elovias: quando a nova concessionária da BR-040 finalmente tirará do papel os investimentos em segurança prometidos no contrato?

A mobilidade urbana e o uso do espaço público também geram revolta. Os petropolitanos questionam a permanência do uso das vagas públicas na Rua Marechal Deodoro por um shopping que cobra estacionamento.

Enquanto no transporte público, a preocupação com a vida é constante: até quando a empresa TURP operará colocando em risco os passageiros?

Lixo: A zeladoria básica completa o cenário de crise, com a pergunta que se repete em cada esquina: até quando conviveremos com montanhas de lixo acumuladas?

Por fim, a questão habitacional e ambiental atinge seu ponto mais crítico na Rua Itália. Moradores que já enfrentam o drama de ter seus imóveis interditados por estarem em área de risco agora assistem, atônitos, ao desmatamento e ao início de novas construções exatamente acima de suas casas.

O silêncio das autoridades diante desses sete pontos cruciais reflete um encerramento de ano marcado pela falta de transparência e pelo desrespeito ao cidadão petropolitano.