Um prejuízo incalculável ameaça a herança cultural de Petrópolis. A restauração do valiosíssimo painel de Djanira, obra doada pela própria pintora ao Liceu Municipal Cordolino Ambrósio, tornou-se alvo de graves denúncias. Após anos de atrasos e descaso por sucessivas gestões municipais, o processo atual é suspeito de ter causado danos físicos à obra original.

Diante do cenário crítico, o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) interveio de forma categórica e não aprovou a continuidade dos trabalhos nas condições atuais.

O órgão federal fixou um prazo de 30 dias para que a prefeitura realize a contratação urgente de uma consultoria técnica especializada e uma equipe devidamente qualificada para lidar com o acervo.

O parecer técnico do IPHAN emite um alerta severo: processos de restauro podem ser extremamente perigosos para a integridade da obra quando não são conduzidos por profissionais experientes. O documento cita o caso do painel do Liceu como um exemplo negativo de como a imperícia pode comprometer um bem histórico. Caso as exigências não sejam cumpridas, o IPHAN recomenda a suspensão imediata do contrato e a adoção de medidas administrativas no processo licitatório.

Apesar dos apontamentos graves e da determinação do órgão fiscalizador, o chamado "restauro trapalhão" continua em andamento, ignorando as normas técnicas e as advertências das autoridades. A comunidade cultural e os moradores de Petrópolis cobram uma atitude imediata para evitar que uma das obras mais importantes do município seja perdida definitivamente por amadorismo.