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Basta uma pancada de chuva mais forte para que Petrópolis reveja o mesmo filme de terror, e a entrada da Estrada da Saudade foi, mais uma vez, o cenário principal nesta semana de fevereiro (19/02/2026).

A via, crucial para a ligação de diversos bairros ao Centro, ficou completamente inundada, transformando-se em um rio de lama e detritos que impossibilitou a passagem de pedestres e motoristas. O "sinal de alerta" já estava aceso, mas a combinação letal entre o descarte irregular e a falha na zeladoria urbana cobrou o seu preço.

O cenário encontrado após a água baixar é um atestado de negligência: montanhas de lixo acumulado que, arrastadas pela enxurrada, encontraram bueiros já entupidos e incapazes de escoar o volume pluvial. Moradores da localidade relatam que a limpeza preventiva na região tem sido insuficiente e que os pontos de coleta de lixo, muitas vezes sobrecarregados, acabam se tornando "bombas relógio" em dias de temporal. A Estrada da Saudade, que historicamente sofre com problemas de drenagem, parece ter sido esquecida nos planos de contingência para este verão.

Para quem vive ou trabalha na região, o sentimento é de indignação e impotência. Ver a água invadindo calçadas e o trânsito entrar em colapso não é apenas um "transtorno passageiro", é um risco direto à vida e à saúde pública, dado o perigo de doenças veiculadas pela água suja. Enquanto a prefeitura foca nas festividades de Carnaval, a infraestrutura básica dos bairros pede socorro. A pergunta que fica é: até quando o petropolitano terá que monitorar o céu com medo de que o descaso na coleta de lixo e a falta de manutenção das galerias tragam novamente o caos para a porta de casa?