O problema da coleta de lixo em Petrópolis atingiu um ponto de calamidade, elevando-se ao patamar de caso de saúde pública e envergonhando a Cidade Imperial.

O acúmulo de detritos é visível em todos os cantos, desde os bairros mais afastados até o coração do Centro Histórico, transformando o cenário urbano em um verdadeiro caos sanitário. Apesar de a Prefeitura enfrentar uma grave crise econômica que afeta diversos serviços essenciais, o pagamento à empresa encarregada da coleta, que é fiscalizada e paga pela Companhia de Desenvolvimento de Petrópolis (COMDEP), tem se mantido mais regular do que outros setores prioritários. Esse contraste levanta sérias questões: se os pagamentos estão sendo feitos, o que exatamente está causando a ineficiência crônica e a interrupção no serviço? Em resposta à inação e ao risco iminente de proliferação de doenças e pragas (como ratos e baratas, já vistos em diversos pontos), a sociedade civil já começou a se mobilizar. Moradores e entidades buscam entender as razões por trás da crise na coleta e se organizar para participar ativamente do enfrentamento da situação, exigindo transparência da gestão e soluções imediatas para devolver a dignidade e a salubridade às ruas da cidade.