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A crise da coleta de lixo em Petrópolis parece estar longe de um desfecho positivo e começa a gerar reações desesperadas e perigosas por parte da população.

Com o acúmulo crônico de resíduos em diversas calçadas, o mau cheiro tornou-se insuportável, vindo acompanhado pela proliferação alarmante de ratos, baratas e outros vetores de doenças. Cansados de protocolar pedidos de providência que não são atendidos, moradores de diversos bairros enfrentam um cenário de total insalubridade e abandono pelo poder público.

No bairro Retiro, a situação escalou para uma medida extrema e arriscada. Na Rua Felipe Camarão, diante de uma "montanha" de lixo e entulho que já bloqueava parte da via e atraía pragas para dentro das casas, populares atearam fogo nos resíduos acumulados. O ato, embora motivado pela revolta e pelo esgotamento, gerou preocupação imediata devido ao risco das chamas atingirem a fiação elétrica ou residências próximas, além da densa fumaça tóxica que tomou conta da rua, prejudicando a saúde de crianças e idosos.

O episódio na Rua Felipe Camarão é um reflexo do esgotamento da paciência do petropolitano com a ineficiência do serviço de zeladoria urbana neste início de 2026. Especialistas alertam que incendiar lixo, além de ser crime ambiental, agrava os riscos à saúde respiratória da própria vizinhança. No entanto, para os moradores que convivem diariamente com a sujeira na porta de casa, o sentimento é de que apenas medidas drásticas conseguem chamar a atenção das autoridades para a urgência de uma solução definitiva na logística de coleta da cidade.