Um ataque hacker de grandes proporções, ocorrido em 1º de julho, envolveu a invasão à C&M Software — empresa que conecta bancos e fintechs ao sistema PIX e ao Banco Central. A brecha permitiu acesso não autorizado a contas reservas de pelo menos cinco instituições financeiras

Estima-se o desvio de cerca de até R$ 1 bilhão.

Parte dos valores foi rapidamente convertida em criptomoedas como Bitcoin e USDT, mas medidas antifraude limitadas e mecanismos como o PIX MED permitiram a recuperação parcial dos fundos.

Embora os contas digitais e clientes finais não tenham sido afetados — segundo bancos como BMP — o episódio expôs um ponto frágil: a falta de controles rigorosos do Banco Central sobre limites de transação e segurança em prestadores terceirizados.

A Polícia Federal, a Polícia Civil de São Paulo e o Banco Central investigam o caso como furto mediante fraude e possível lavagem de dinheiro, com foco em descobrir a origem dos acessos ilegais e punir os responsáveis.

O que muda para os usuários: embora o PIX e contas digitais estejam seguros, o incidente reforça a necessidade de reforço na segurança de empresas que intermediam acessos ao sistema financeiro. A crise pode desencadear novas regras regulatórias e fiscalização mais rigorosa para prevenir ataques semelhantes.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-07/pf-investigara-ataque-hacker-empresa-que-atende-bancos

Brasil vive maior roubo digital da história ligado ao Banco Central