Moradores de Pedro do Rio e arredores foram surpreendidos com a aprovação, pela Câmara Municipal de Petrópolis, de uma lei que amplia o horário de descarte de entulho e lixo verde no antigo aterro da região, agora até às 17h.

A medida gerou dúvidas e apreensão entre a população local, já que o aterro sanitário da região está oficialmente desativado e, atualmente, todo o lixo doméstico da cidade é destinado a um aterro particular contratado fora do município, após transbordo realizado no bairro Duarte da Silveira.

A nova regra permite que caminhões realizem até 100 viagens diárias para descarte de resíduos como galhadas e restos de obra, o que reacendeu a preocupação dos moradores com tráfego pesado, impactos ambientais e transtornos no cotidiano da região. “Nos pegou de surpresa. O movimento já é intenso por aqui, e agora teremos ainda mais veículos circulando, muitas vezes sem controle”, relatou um morador da Estrada União e Indústria.

Especialistas também alertam para a falta de transparência e comunicação prévia com a população, além da necessidade de fiscalização rigorosa para garantir que o local continue recebendo apenas resíduos permitidos por lei, como os provenientes de podas, capina e restos de construção civil, e não volte a operar como aterro sanitário, o que demandaria licenciamento ambiental específico.

A ampliação de horário foi interpretada por alguns como uma forma de “normalizar” o uso do espaço, mesmo após seu encerramento oficial como aterro sanitário. A medida, aprovada sem ampla discussão pública, levanta ainda mais questionamentos sobre o destino dos resíduos, os custos envolvidos e os reais impactos para Pedro do Rio e bairros vizinhos.

A Prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre os critérios que levaram à sanção da nova lei, mas lideranças comunitárias prometem pressionar por explicações, estudos técnicos e maior participação popular nas decisões que afetam diretamente o cotidiano dos distritos.