Acidentes com motos já representam mais da metade dos casos de trauma no Hospital Santa Teresa
Mais de 50% dos atendimentos de trauma registrados no Hospital Santa Teresa têm uma origem em comum: acidentes envolvendo motociclistas. O número, que vem crescendo nos últimos anos, acende um alerta para a sobrecarga da rede de saúde e para os impactos diretos que o comportamento irresponsável no trânsito causa em toda a população.
A consequência é sentida não apenas nas salas de emergência, mas também na rotina das famílias petropolitanas — principalmente nos distritos, onde o barulho das motocicletas com descargas irregulares tem se tornado motivo de queixa constante. O ruído ensurdecedor impede o descanso e até a convivência dentro de casa.
Especialistas em mobilidade e segurança alertam que o problema exige uma ação conjunta de conscientização, fiscalização e punição. Campanhas educativas, blitzes e controle rigoroso das modificações ilegais nos veículos são medidas urgentes para conter o avanço da violência no trânsito e o desrespeito às normas.
“Não é apenas uma questão de trânsito, mas de saúde pública e qualidade de vida. A imprudência de alguns acaba colocando em risco a vida de todos”, afirmou um morador do Carangola, indignado com o barulho e o perigo constante nas ruas do bairro.
Enquanto o número de motociclistas cresce e a imprudência se multiplica, a cidade enfrenta o desafio de equilibrar mobilidade e segurança, em uma luta que afeta diretamente as emergências, o sossego e o bem-estar de toda a população.
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